terça-feira, 31 de maio de 2011
O que a Bíblia diz sobre o tabaco?
Há no mundo uma tendência de se opor ao tabagismo e restringi-lo em lugares públicos. Em Nova York, entrou em vigor na semana passada uma lei que proíbe o fumo em 1.700 parques e praças, além de banir o consumo de cigarros ao longo de 22,5 km de praias da cidade. Ministérios da saúde de diversos países não têm medido esforços para alertar a população acerca dos riscos de ingerir as substâncias tóxicas contidas no tabaco.
Hoje é o Dia Mundial sem Tabaco. E aproveito para responder a uma pergunta que me fazem com frequência: “O que a Bíblia diz sobre o tabaco?” E minha resposta é simples: nada. “Então, não é pecado fumar, irmão Ciro?” Calma... Vamos devagar, lembrando sempre que a Bíblia também é um livro de princípios, e não apenas um manual de mandamentos do tipo pode/não pode (cf. Fp 4.8; 1 Ts 5.22).
Não existe nenhum mandamento bíblico específico a respeito do uso do tabaco, como “Não fumarás”. Também não há em Apocalipse — e em nenhuma outra parte das Escrituras! — o versículo que muitos citam para combater o vício: “Os viciados não herdarão o reino de Deus”. A despeito disso, é evidente que o servo do Senhor deve se afastar dos vícios (cf. Jó 11.11; Dn 6.4).
Conquanto não haja proibição expressa ao ato de fumar, nem todas as coisas lícitas (não proibidas expressamente) convêm ao salvo em Cristo (1 Co 6.12). Se o consumo de tabaco gera dependência e, como se sabe, é prejudicial à saúde; se o cristão é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19,20); se a Bíblia diz que aquele que destrói esse templo, Deus o destruirá (1 Co 3.16,17), não temos base bíblica para concluir que o servo de Deus deve evitar o fumo?
Muitos cristãos defensores do tabaco se apegam ao fato de não haver na Bíblia mandamentos específicos a respeito do assunto. Mas não nos esqueçamos de que, na relação das obras da carne, mencionam-se a prostituição, a glutonaria, as bebedices, várias outras obras pecaminosas e “coisas semelhantes a estas” (Gl 5.19-21). Por que o ato de fumar não pode ser uma dessas “coisas” similares às que destroem o templo do Espírito Santo?
Penso que, se Paulo escrevesse a Epístola aos Gálatas hoje, incluiria o tabagismo entre as obras da carne. Por quê? Porque, naquela época, não se conhecia o fumo na Europa. Como se sabe, os primeiros carregamentos de tabaco para consumo entre os nobres europeus partiram do Brasil. É provável que a primeira plantação de tabaco para exportação do mundo tenha sido uma roça paulista de 1548, de acordo com o pesquisador Leandro Narloch (cf. Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, São Paulo: Leya, 2009).
Se os europeus contribuíram decisivamente para tornar os índios alcoólatras, estes apresentaram àqueles o fumo. Até os navegadores descobrirem a América, não havia cigarros na Europa, tampouco o costume de tragar fumaça. Os índios americanos, de modo geral, não só fumavam, como também mascavam e cheiravam a folha de tabaco. A planta, para eles, tinha ligação com os espíritos e era fumada antes de guerras, bem como por prazer e para aliviar dores.
No século XVI, o fumo foi levado como amostra para o rei de Portugal. E a planta chamou muito a atenção de Jean Nicot, embaixador francês em terras lusitanas, o qual mandou, em 1560, uma remessa de fumo para a rainha Catarina de Médici. Como a erva caiu no gosto da corte francesa, Nicot acabou emprestando o sobrenome para a substância nicotina e para o seu nome científico: Nicotiana tabacum.
Padres e pastores do passado fizeram vista grossa para a chamada “chupeta do demônio”. Alguns até davam umas tragadas “para a glória de Deus”, acreditando — equivocadamente — que a “erva santa” fazia bem à saúde, eliminava o catarro, aliviava o estômago, etc. Com a industrialização do cigarro, o hábito de fumar tabaco tem resultado numa catástrofe, com milhões de mortes, a ponto de a Organização Mundial de Saúde (OMS) prever que o fumo matará um bilhão de pessoas no presente século.
Não faria sentido o apóstolo Paulo incluir o tabagismo entre as obras da carne, visto que o tabaco sequer existia na Europa, à época. Mas a Bíblia possui mandamentos e princípios gerais suficientes para nos convencer de que o ato de fumar, além de fazer mal à saúde, não é compatível com a vida cristã, não é mesmo?
Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Você tem medo de avião?
O acidente com o Airbus A330 da Air France — que partiu do Rio de Janeiro a Paris, em 30 de maio de 2009 — completa hoje dois anos. Com o resgate dos destroços da aeronave do fundo do mar, a tragédia começa a ser contada passo a passo, aterrorizando quem tem medo de voar.
Pensando nisso, escrevi este artigo com o objetivo de tranquilizar pessoas que voam constante ou eventualmente, bem como incentivar as que perguntam: “É seguro voar?” É claro que os acidentes nos deixam assustados, mas viagens de avião devem ser encaradas com muita naturalidade.
Pensando nisso, escrevi este artigo com o objetivo de tranquilizar pessoas que voam constante ou eventualmente, bem como incentivar as que perguntam: “É seguro voar?” É claro que os acidentes nos deixam assustados, mas viagens de avião devem ser encaradas com muita naturalidade.
Conheço pregadores que viajam três dias de carro ou de ônibus (em estradas esburacadas, cheias de curvas, nas quais transitam motoristas embriagados, com sono, etc.), correndo muito mais riscos do que correriam a bordo de aviões. Veja quantos pastores já partiram para a eternidade em decorrência de acidentes automobilísticos. Um caso que ainda está vivo em nossa mente é o de David Wilkerson, que vivia mais no ar do que na terra e acabou morto numa estrada do Texas.
Falando em Estados Unidos, visitei, há pouco tempo, o Museu da Aviação, em Washington, DC, e vi um painel que muito me impressionou. Ele mostrava todos os voos no espaço aéreo estadunidense, indicando cada avião com uma pequena luz, que mudava de cor em pousos e decolagens. Parecia um enxame.
Aliás, falando em abelhas, você sabia que é mais fácil alguém morrer em decorrência de picadas de abelha do que em acidentes aéreos? Ocorrem no mundo, em média, 180 mil decolagens por dia! E isso equivale a quase 66 milhões de voos por ano! Durante um ano todo, ocorrem apenas (apenas?) dois ou três acidentes aéreos de grande porte.
Seria ótimo que não ocorresse nenhum acidente. Mas corremos risco de vida — ou risco de morrer, como diz uma parte da imprensa — a todo instante, em casa, no elevador, no carro, no ônibus, no metrô, na floresta, na praia... Para morrer, basta estar vivo.
Aliás, falando em abelhas, você sabia que é mais fácil alguém morrer em decorrência de picadas de abelha do que em acidentes aéreos? Ocorrem no mundo, em média, 180 mil decolagens por dia! E isso equivale a quase 66 milhões de voos por ano! Durante um ano todo, ocorrem apenas (apenas?) dois ou três acidentes aéreos de grande porte.
Seria ótimo que não ocorresse nenhum acidente. Mas corremos risco de vida — ou risco de morrer, como diz uma parte da imprensa — a todo instante, em casa, no elevador, no carro, no ônibus, no metrô, na floresta, na praia... Para morrer, basta estar vivo.
Já passei por maus bocados a bordo de aeronaves. Nunca me esqueço de dois voos — um de Brasília para o Rio de Janeiro, e outro do Rio para Curitiba —, em que os comandantes interromperam as decolagens quando os aviões já estavam prestes a levantar o nariz! Pânico geral. Se alguém estivesse sem o cinto de segurança, com certeza seria arremessado contra o banco da frente e se machucaria.
Lembro-me de cada detalhe do voo do Rio para Curitiba. A aeronave, depois de frear bruscamente antes da decolagem, voltou para o ponto de origem, e os passageiros foram orientados a permanecerem sentados. O tempo foi passando, o medo aumentando, enquanto os comissários permaneciam calados. A cada minuto, os passageiros ficavam mais ansiosos e apavorados. Então, ao orar a Deus, senti no meu coração uma angústia e tive a certeza de que, se aquele avião decolasse, cairia.
Não costumo fazer isso, mas, depois de orar, resolvi abrir a Bíblia aleatoriamente (risos). Abri os olhos, e o texto que estava diante deles era Jeremias 51.45: “Saí do meio dela, ó povo meu, e livre cada um a sua vida”. Quer saber o que eu fiz? Apertei o botão de chamada de comissário e lhe disse: “Quero sair deste avião agora mesmo, pois já perdi o meu compromisso”. E já fui me levantando. O rapaz me respondeu: “Senhor, o comandante pediu para todos ficarem assentados”.
Mas eu insisti, e um rapaz, ao meu lado, fez o mesmo, o que gerou uma grande movimentação dentro do avião, e o comandante teve de autorizar a saída de todos os passageiros, que foram encaminhados para outra aeronave... Ufa! Louvo a Deus por esse grande livramento!
Não tenho medo de voar, sobretudo por causa da certeza de que o Senhor está no controle da minha vida. Mas também porque, como já afirmei, algumas pesquisas mostram que é mais fácil ganhar sozinho na loteria do que morrer vítima de acidente aéreo. Assim como existem pessoas que jogam durante a vida toda na loteria e não conseguem ganhar, há aquelas que voam constantemente sem enfrentar nenhum acidente. Algumas sequer passam por turbulências que chegam a assustar.
Por outro lado, há quem jogue uma única vez na loteria e ganhe (risos). Nesse caso, o melhor mesmo é confiar no Senhor e pedir a sua proteção, seja qual for o meio de transporte.
Ciro Sanches Zibordi
domingo, 29 de maio de 2011
Enquanto o MEC gasta milhões com o “kit gay” e outras efemeridades...
Muitos editores de blog já publicaram o vídeo abaixo. E agora chegou a minha vez.
Os milhões de reais que o Ministério da Educação (MEC) está investindo em efemeridades, como o “kit gay” (que deveria ser descontinuado, depois de toda a repercussão negativa), poderiam ser melhor empregados, como demonstra essa corajosa professora do Rio Grande do Norte, Amanda Gurgel, cujas palavras não podem cair no esquecimento.
Ciro Sanches Zibordi
sábado, 28 de maio de 2011
É justa a campanha “Rio sem homofobia” em um Estado em que o povo sofre com muitas fobias?
O termo “homofobia” está na moda, mas tem sido empregado de modo equivocado para definir qualquer discordância do homossexualismo. Observe o que ocorre nos debates e audiências públicas sobre o assunto. Basta alguém discordar do aludido movimento para ser tachado de homofóbico.
Graças a Deus, em termos educacionais, não vivemos mais em “Tempo de trevas”, e muitas pessoas têm aprendido a usar corretamente cada termo da língua portuguesa. Mas, para quem ainda não sabe, fobias não são manifestas por opiniões discordantes ou críticas a certos comportamentos. O termo “fobia” alude a uma doença (um tipo de neurose), à luz da psicopatologia, a qual se traduz por medo exagerado, falta de tolerância ou aversão.
Fobia é um estado de angústia, impossível de ser dominado. Quando certos objetos, tipos de objeto ou situações se fazem presentes, imaginados ou mencionados, a pessoa portadora de alguma fobia tem reações violentas de evitamento.
Existem muitas fobias, como: acrofobia, aerofobia, agorafobia, androfobia, anglofobia, astrofobia, bibliofobia, biofobia, claustrofobia, cleptofobia, enofobia, ereutofobia, ergofobia, erotofobia, evangelicofobia, fonofobia, fotofobia, francofobia, galofobia, gimnofobia, ginecofobia, heliofobia, hematofobia, heterofobia, hidrofobia, hipnofobia, homofobia, militofobia, misofobia, monofobia, musicofobia, necrofobia, neofobia, nictofobia, nosofobia, nudofobia, oclofobia, panfobia, pantofobia, patofobia, pirofobia, potamofobia, pseudofobia, psicrofobia, russofobia, semitofobia, sitiofobia, tanatofobia, teofobia, topofobia, xenofobia, zoofobia, etc.
Há pouco tempo, o Estado do Rio de Janeiro lançou a campanha “Rio sem homofobia”, o que eu considero um erro de priorização do governo, haja vista existirem causas muito mais nobres e necessárias do que o combate à homofobia. É evidente que a homofobia (homofobia, mesmo) precisa ser combatida, mas não com essa exclusividade, como se fosse o pior dos males das terras fluminenses.
Penso que o governador deveria se preocupar com todos os tipos de fobia, visto que todos eles fazem mal aos seus portadores e à sociedade, como um todo. Por que ele não dá maior atenção, por exemplo, às vítimas das recentes tragédias de Angra dos Reis, Niterói e Região Serrana, as quais ainda sofrem os horrores da hidrofobia, da astrofobia, da potamofobia e, principalmente, da tanatofobia?
Sinceramente, outra boa campanha para o Rio de Janeiro seria: “Rio sem bibliofobia”, visto que há muita gente que tem horror e aversão aos livros. Como disse o escritor Pedro Bandeira, recentemente, “Ainda temos uma cultura ruim, em que os pais não hesitam em comprar um tênis de grife para o filho, mas chiam quando a professora manda comprar um livro de R$ 20”.
A agorafobia — medo mórbido de se achar sozinho em grandes espaços abertos, como um shopping center, ou de atravessar lugares públicos — também parece estar crescendo no Rio de Janeiro, por causa da violência. Por que não lançar a campanha “Rio sem agorafobia”? Aliás, creio que muitas pessoas que utilizam transporte público podem estar desenvolvendo a hafefobia (medo mórbido de ser tocado ou apalpado), em razão dos assaltantes e aproveitadores de mulheres que agem livremente em ônibus, trens e metrôs.
Algumas pessoas, de tanto ver sangue de vítimas da violência urbana, podem desenvolver a hematofobia. Outras, por falta de segurança, já apresentam sintomas de nictofobia (medo mórbido da noite). E outras, ainda, não conseguindo dormir, por causa da ameaça constante de bala perdida, desenvolvem a hipnofobia (medo de dormir, terror ou medo durante o sono).
Que tal, ainda, o governo lançar as campanhas “Rio sem nudofobia” ou “Rio sem patofobia”? A situação dos hospitais públicos é tão precária, que as pessoas estão desenvolvendo um medo mórbido de determinada doença (nudofobia) ou de doenças (patofobia). Imagine o terror de um morador de comunidade carente que descobre ter uma doença grave.
Outra sugestão: “Rio sem misofobia”. Devido à má educação das pessoas, que as leva a emporcalhar os lugares públicos — inclusive em passeatas patrocinadas pelo governo —, muitos estão desenvolvendo um medo mórbido de sujeira, imundícies ou de contaminação (misofobia). Eu mesmo fico chocado quando preciso ir aos centros do Rio de Janeiro ou de Niterói. Por que não lançar uma campanha, em parceria com as prefeituras, para cuidar melhor do patrimônio público?
Para sintetizar, sugiro ao governador do Rio de Janeiro que lance a campanha “Rio sem pantofobia” ou “Rio sem topofobia”. Pantofobia é o medo de tudo, e topofobia, o medo de certos lugares. Afinal, os cidadãos não deveriam ter medo de nada. Isso é uma utopia? Pode ser. Mas quem viaja para alguns países da Europa apercebe-se de como o Rio de Janeiro ainda é um Estado aterrorizante, que contribui para o desenvolvimento de muitas fobias.
Respeitosamente,
Ciro Sanches Zibordi
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Homossexualização, imprensa evangelicofóbica e políticos evangélicos
O Governo do Rio de Janeiro lançou a campanha Rio sem homofobia na TV. Muito bom! Eu também sou contra a homofobia (homofobia, mesmo), a despeito de ser igualmente contrário aos ideais homossexualizadores do movimento LGBT.
Mas fiquei pensando... Por que o governador do Rio de Janeiro não lança outras campanhas muito mais prioritárias e urgentes, como Rio sem mendigos nas ruas, Rio sem violência contra mulheres, Rio sem tráfico de drogas, Rio sem corrupção, Rio sem desabamentos de casas, Rio sem sequestro relâmpago?! Será que os impostos dos cidadãos não servem para investir em outras causas mais nobres que o suposto combate à homofobia?
E o “kit gay”, hein? Está dando o que falar... Mas, ao contrário do que tem afirmado a ala da imprensa comprometida com o movimento LGBT — claramente, evangelicofóbica —, não foi apenas por causa da pressão da bancada evangélica que a presidente Dilma Rousseff suspendeu temporariamente o famigerado kit. Há outras questões políticas envolvidas. Além disso, ao assistir aos vídeos (patrocinados pelo MEC, mas produzidos por ONGs LGBTs), ela os considerou impróprios e disse, com clareza: “Não gostei”.
Para conhecimento da ala evangelicofóbica da imprensa, pais, diretores de escolas, professores, psicólogos, pedagogos, etc., estão rejeitando esse nefando “kit gay”, e não apenas os “fanáticos evangélicos”. Tenho certeza de que a maioria das famílias e educadores que se prezam não quer que filhos e alunos sejam discipulados por tais ONGs, que têm como prioridade a homossexualização de adolescentes e crianças.
Não são apenas os “fundamentalistas religiosos” católicos e evangélicos que contestam o “kit gay”. Pais, educadores e até jornalistas — isso mesmo: jornalistas — estão contra esse material encomendado pelo MEC e produzido por adeptos do movimento LGBT. Será que Reinaldo Azevedo, da revista Veja, é homofóbico?
Aliás, quem ainda chama o “kit gay” de kit anti-homofobia (já que a moda é tachar) são apenas os ativistas do aludido movimento, os evangelicofóbicos, os heterofóbicos, a imprensa comprometida com os ideais LGBT ou os pais e professores que ainda não assistiram aos vídeos constantes do famigerado kit. Quem já os assistiu, mesmo que não seja evangélico, sabe que o título “kit gay” faz jus ao seu objetivo: homossexualizar crianças e adolescentes.
Por outro lado, alguns políticos evangélicos estão perdendo uma grande oportunidade de ficarem calados. Em vez de continuarem protestando pacificamente e argumentando eticamente contra essa onda de homossexualização no Brasil, sobem “ao palco” para cantarem “Tem sabor de mel, tem sabor de mel” (quem lê, entenda). Ora, não é momento de tripudiar e fazer ameaças. É tempo de orar e agir.
Maranata!
Ciro Sanches Zibordi
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Eu creio no Arrebatamento, nas duas ressurreições, no Milênio...
Há muitos cristãos que não creem no Arrebatamento e em outros eventos escatológicos, e alguns até zombam deles. Mas isso é um dos sinais indicadores do Rapto da Igreja (2 Pe 3.3,4).
Embora não sejamos capazes de determinar uma data para o Arrebatamento, a esperança de que veremos Jesus antes de morrermos deve estar bem viva (Tt 2.13). O crente fiel sabe que esse glorioso evento pode acontecer a qualquer momento. Afinal, por que a Palavra de Deus menciona os sinais desse acontecimento? Para que nos mantenhamos vigilantes e cheios de esperança (Mt 24.42).
No Arrebatamento, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, incorruptíveis. Em seguida, quase que instantaneamente, num abrir e fechar de olhos, os salvos que estiverem vivos serão transformados. Juntos, subirão ao encontro do Senhor, nos ares (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51,52). Observe que apenas “os que morreram em Cristo” ressuscitarão antes do Arrebatamento. Os que não morrerem “em Cristo” farão parte de uma “segunda ressurreição”, que se dará antes do Juízo Final (Ap 20.5a,13).
Alguns teólogos afirmam que a expressão bíblica “primeira ressurreição” é simbólica e alude a uma ressurreição espiritual. Segundo esse pensamento amilenarista, Jesus teria previsto uma única ressurreição do corpo, para justos e injustos. Entretanto, ainda que o novo nascimento seja comparado a uma ressurreição (Rm 6.8-12), o Novo Testamento mostra com clareza que ocorrerão duas ressurreições reais: a da vida e a da condenação.
A primeira ressurreição, a da vida (Jo 5.29a), contempla: (a) Cristo, as primícias dos que dormem (1 Co 15.20,23a); (b) os santos que saíram dos sepulcros depois da ressurreição de Cristo, o que ainda é um mistério para nós (Mt 27.52,53); (c) os que são de Cristo, no momento do Arrebatamento (1 Co 15.23b; 1 Ts 4.16); (d) as duas testemunhas, durante a Grande Tribulação (Ap 11.11); (e) os mártires da Grande Tribulação, que ressuscitarão antes do Milênio (Ap 20.4-6). Observe o que esta passagem diz: “Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição”. Primeira, e não única.
De acordo com a Bíblia, as ressurreições de salvos e perdidos ocorrerão em ocasiões bem diferentes, embora sejam mencionadas juntas em algumas passagens (Dn 12.2; Jo 5.28,29). E o texto de Apocalipse 20.4-6 é suficientemente claro acerca dessas duas ressurreições, separadas por um espaço de mil anos: “... e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram... Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos”.
A expressão “ressurreição dos [dentre os] mortos” (gr. ek ton nekron), contida em Lucas 20.35 e Filipenses 3.11, denota que, no Arrebatamento da Igreja, os salvos em Cristo ressuscitarão “dentre todos” os mortos. É uma ressurreição de um público seleto: os salvos em Cristo. Ou seja, os justos farão parte da “primeira ressurreição”, reservada tão-somente a eles, enquanto os ímpios não reviverão.
Segue-se que a “segunda ressurreição” é a da condenação (Jo 5.29b) e ocorrerá depois do Milênio e antes do Juízo Final. Os mortos que “não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (Ap 20.5) ressuscitarão para o julgamento do Trono Branco: “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras” (Ap 20.13).
Mas não podemos nos esquecer de que boa parte da glória futura só nos será revelada após o Arrebatamento da Igreja (1 Jo 3.2; Rm 8.18). Departamentos e matérias teologais não existem para nos tornarem críticos ácidos ou opositores da Bíblia, e sim para nos ajudarem a compreendê-la melhor. Teologia não é filosofia, conquanto o exercício filosófico, com temor a Deus, faça parte do labor teológico. Eruditos liberais prestam um desserviço aos jovens estudiosos, ao defenderem o antagonismo entre a Teologia Bíblica e a Teologia Sistemática. Isso tem levado muitos seminaristas a perderem o temor à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra. Ao receberem seus diplomas, pensam que podem contestar as incontestáveis verdades das Escrituras.
Embora o profeta Daniel tenha recebido de Deus inúmeras revelações, como as descritas em seu livro, ele não ousou desvendar por conta própria os mistérios relativos ao futuro (Dn 12.8). Por quê? Porque a Bíblia não foi divinamente produzida para que cada indivíduo tire as suas próprias e particulares conclusões (2 Pe 1.20). Ela é a revelação de Deus, e nós devemos nos aproximar dos textos sagrados com o objetivo de assimilar as verdades já reveladas pelo Senhor.
Ao estudar os eventos relacionados com o glorioso futuro da Igreja, não devemos perder de vista a base para uma boa compreensão dos eventos futuríveis: não ultrapassar o que está escrito na Bíblia Sagrada (Dt 29.29; Ap 22.18,19). Isso não tira, é evidente, o brilho do estudo escatológico. A despeito de sermos, por natureza, obcecados por novidades e especulações, os subsídios extrabíblicos, as divagações filosóficas, as supostas revelações divinas e as teorias da conspiração só confundem o estudioso das Escrituras.
Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Piragine tinha razão...
Creio que é bom nos lembrarmos do alerta que o pastor batista Paschoal Piragine apresentou no ano passado, antes das eleições. À época, muitos cristãos o criticaram e afirmaram que ele estava exagerando.
Entretanto, depois da recente decisão do STF, violando a Constituição Federal para legitimar a união entre pessoas do mesmo sexo; do desarquivamento do aberrante PLC 122, no Senado; do empenho do MEC em distribuir o nefasto “kit gay” e das ações de um certo deputado federal ativista do movimento LGBTTTS e evangelicofóbico assumido, vemos que Piragine tinha razão...
Com temor e tremor,
Ciro Sanches Zibordi
Terremotos, guerras, PLC 122, “kit gay”... Por que Jesus não volta logo?
A última oração mencionada na Bíblia é “Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20), indicando que os servos de Deus devem estar preparados, como se o Arrebatamento da Igreja fosse ocorrer a qualquer momento. Mas, diante do cumprimento de tantos sinais indicadores da Segunda Vinda, por que o nosso Senhor ainda não veio buscar o seu povo especial, zeloso de boas obras (Tt 2.13,14)?
Vemos que, além de terremotos, guerras, fomes, pestilências, violência, a degradação moral e as perseguições contra os que pregam o Evangelho, opondo-se ao pecado, têm aumentado consideravelmente neste novo milênio. Observe o que já ocorreu, em pouco tempo, no Brasil, e o que ainda pode acontecer.
O STF legitimou a união entre pessoas do mesmo sexo, dando a ela status de casal, ignorando a Constituição Federal. O nefasto PLC 122 esteve na iminência de ser aprovado. E o Ministério da Educação (MEC) pretende distribuir em breve, nas escolas públicas e particulares, o aberrante “kit gay”. Este, a despeito de ser apresentado pelo MEC como uma arma contra o preconceito, é, na verdade, serve muito mais para iniciar os infantes e adolescentes na prática homossexual do que para conscientizá-los a respeito da homofobia.
Por que a trombeta de Deus ainda não soou? O que falta para o Senhor descer do céu com alarido e voz do arcanjo? A Palavra do Senhor afirma que Deus não retarda a sua promessa, ainda que muitos a têm por tardia (2 Pe 3.9). Essa aparente demora para que sua promessa se cumpra tem feito com que muitos neguem a realidade do Arrebatamento da Igreja e até escarneçam dele, o que também não deixa de ser um sinal indicador da Segunda Vinda (2 Pe 3.3,4). Por outro lado, teólogos (teólogos?), tomando como base cálculos mirabolantes, estão fazendo previsões da vinda do Senhor e do fim do mundo.
É impossível determinar o dia e a hora do Arrebatamento da Igreja (Mt 24.42; At 1.7). O fato de a Palavra do Senhor afirmar que um dia para Deus é como mil anos, e mil anos, como um dia (2 Pe 3.8), não significa que um dia divino equivala a mil anos nossos. Mas denota que, para o Senhor, seriam exatamente a mesma coisa: ter vindo buscar o seu povo há mil anos; retornar agora; ou voltar daqui a mil anos. Ele não está preso ao nosso cronômetro. Passado, presente e futuro são coisas do ser humano. Para Ele, tudo isso é um eterno presente.
Então, por que o Senhor Jesus ainda não veio buscar a sua Igreja? A Palavra de Deus assevera que Ele ainda não voltou porque é longânimo e misericordioso, não querendo que alguns se percam, mas que todos venham a se arrepender (2 Pe 3.9). Considerando que, para Jesus, seria exatamente a mesma coisa ter voltado ontem, voltar hoje ou amanhã, Ele tem adiado, por assim dizer, o cumprimento da sua promessa para que mais vidas sejam salvas, mediante a pregação do Evangelho, e muitos servos de Deus, desviados, desapercebidos, estejam preparados para aquele grande Dia (Fp 3.20,21; Tt 2.11-14).
O Senhor virá buscar uma Igreja que já está pronta. As virgens loucas que estavam se preparando não entraram com o Noivo paras as Bodas, na parábola das dez virgens, mas as prudentes, que estavam preparadas, entraram com Ele, e a porta se fechou (Mt 25.1-13). Não falta mais nada para que o Arrebatamento da Igreja aconteça. E isso não ocorreu ainda tão-somente por causa da longanimidade e da misericórdia do Senhor. Mas Ele pode voltar a qualquer momento. O leitor está preparado para encontrar o Senhor nos ares agora mesmo (1 Ts 4.16-18)?
Ciro Sanches Zibordi
domingo, 22 de maio de 2011
Como somos preconceituosos...
Fui aos Correios ontem e refleti bastante sobre o preconceito e as injustiças que ainda perduram em nosso país... Estamos realmente muito atrasados em relação às nações desenvolvidas e precisamos com urgência rever os nossos conceitos.
Era hora de almoço e havia apenas dois atendentes. Na prática, como um deles estava atendendo as pessoas da fila de prioridades, apenas um funcionário dava atenção à maioria dos clientes.
À minha frente, na fila, havia um jovem — nitidamente, por seus gestos, características e modo de falar — integrante do movimento LGBTTTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros e Simpatizantes). Ele estava revoltado, pois só havia prioridade para gestastes, lactantes, idosos, portadores de deficiência, mães acompanhadas de crianças de colo...
“Estou aqui há vinte minutos. Só há prioridade para eles? Que absurdo!” — esbravejou o rapaz. Confesso que a sua revolta me fez refletir... Até quando os heterossexuais, ainda que deficientes, gestantes ou idosos, receberão mais atenção que certos grupos marginalizados?
Torço para que o Senado Federal aprove, com urgência, o PLC 122. Assim, as pessoas pertencentes ao movimento LGBTTTS poderão reivindicar seus direitos e processar todos aqueles que discordem das ideologias do homossexualismo.
Espero, ainda, que o Ministério da Educação (MEC) distribua logo o “kit gay” nas escolas públicas. Afinal, isso fará com que as crianças e adolescentes, além de aprenderem a não ter uma conduta homofóbica, também sejam incentivadas a pertencer ao movimento LGBTTTS.
Finalmente, os heterossexuais precisam aprender a se recolherem à sua insignificância e parar de criticar o homossexualismo. Aliás, você já viu como nós, heterossexuais, somos preconceituosos? Perguntamos à mulher grávida: É menino ou menina? Essa pergunta homofóbica é absurda, pois jamais deveríamos tomar a fisiologia como base para determinar o sexo da criança. Como somos preconceituosos...
Não entendeu? Então aperte a tecla [Ironia] e leia o texto novamente.
Ciro Sanches Zibordi
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Você sabe mesmo o que é o PLC 122?
Muitos cristãos gostariam de entender o PLC 122, em discussão no Senado Federal, e opinar sobre ele, mas não têm paciência para examiná-lo. Pensando nisso, escrevi este artigo, com a intenção de ajudar os irmãos em Cristo que não têm o hábito de ler textos cheios de abreviaturas, sinais, referências a leis, etc.
É importante ter em mente, antes de tudo, que o PLC 122 não é apenas inconstitucional. Ele é anticonstitucional. Afinal, há coisas que não estão previstas ainda na Constituição Federal, mas que podem ou devem ser legitimadas. Mas o aludido projeto de lei é contrário ao direito constitucional da livre expressão do pensamento.
O que significa PLC 122/2006?
PLC significa Projeto de Lei da Câmara. 122 é o número desse projeto. E 2006, o ano em que ele foi apresentado.
Quem é o autor do PLC 122 e com que objetivo foi apresentado?
Sua autora é a ex-deputada federal Iara Bernardi. E ele foi apresentado com o objetivo de modificar leis que definem os crimes resultantes de vários tipos de discriminação e preconceito de raça ou de cor.
Quais são os problemas do PLC 122?
O primeiro problema desse projeto é que, ao propor a ampliação do leque de crimes de discriminação ou preconceito, ele contribui para o surgimento de uma super-raça, baseada na orientação sexual. Observe como ficará a redação da lei vigente, caso o PLC 122 seja aprovado: “Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero”.
Em outras palavras, discriminação ou preconceito motivados por raça e orientação sexual seriam colocados no mesmo bojo. E isso, sem dúvidas, é uma tentativa de dar, à luz do contexto, aos homossexuais o status de “raça superior”. Seria a orientação sexual de uma pessoa tão prioritária quanto a sua raça? Claro que não! Afinal, as pessoas nascem brancas, negras, etc. Mas não há comprovação científica de que alguém já nasça homossexual, a despeito de muitos estudiosos simpatizantes do homossexualismo estarem afirmando isso.
As punições para quem “discriminar” alguém por causa de sua orientação sexual, previstas no PLC 122, são pesadíssimas. Vejamos uma parte do projeto que afetará diretamente as igrejas evangélicas: “Art. 5º. Impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público: Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos”.
Digamos que um travesti entre bêbado em uma igreja evangélica e comece a atrapalhar o culto e xingar as pessoas. Se o pastor pedir para os diáconos retirarem o baderneiro da reunião, o tal poderá processar o pastor por preconceito e discriminação (homofobia), como se tivesse cometido um crime idêntico ao racismo!
Outro exemplo: “Art. 8ºA. Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos”.
Digamos que dois gays resolvam se beijar dentro de um templo evangélico, que é um local aberto ao público. Se um diácono chamar a atenção do “casal” (visto que se beijar dentro do templo é aberrante até para um casal heterossexual), a igreja poderá ser processada por homofobia.
Quer mais um exemplo? Veja: “Art. 20º. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero: § 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”.
Em outras palavras, o simples fato de um escritor evangélico expor o seu pensamento contrário ao homossexualismo já será considerado crime (homofobia), pois a lei, se aprovada, envolverá “a prática de qualquer tipo de ação... filosófica”. Qualquer homossexual terá elementos para processar o escritor tão-somente porque ele discorda, filosoficamente, do homossexualismo.
Diante do exposto, opor-se ao PLC 122 é uma causa nobre e legítima. Os evangélicos não são ignorantes, fundamentalistas, nem estão com síndrome de perseguição. A despeito de o Senhor Jesus ter previsto que os seus seguidores sofreriam oposição por causa do seu nome, é nosso dever como cidadãos protestar pacificamente contra quaisquer ações contrárias à Constituição Federal, principalmente as que nos afetam diretamente.
Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Títere e Marionete estão assustados com o PL 122, mas resolveram agir
— Títere, você já ouviu falar da PL 122? — pergunta Marionete a seu marido.
— Sim, querida. Na verdade, é o PL 122, e não a PL 122 — responde Títere.
— Por quê, Tite?
— Porque PL significa Projeto de Lei. Então, é o Projeto...
— Ah, entendi. Mas, o que é esse projeto? Ouvi um pastor falar que nós não vamos mais poder pregar o Evangelho com total liberdade...
— Nete, esse projeto visa à criação de uma lei para punir a homofobia, e isso vai nos atingir, pois...
— Homofo... quê?
— Ho-mo-fo-bi-a.
— Ah, sim. Continua.
— Então, eu aprendi com o meu amigo, o professor Bibliófilo, que a homofobia está sendo definida pelos homossexuais como uma espécie de racismo. Por exemplo, se uma pessoa faz gracejos com a cor de pele de alguém, isso é um crime. Da mesma forma, se alguém zombar de um homossexual, isso é crime praticamente idêntico, segundo o PL 122. Mas não é só a zombaria que conta. Todo tipo de violência, física ou verbal, contra os gays é considerado homofobia.
— Essa lei, então, não nos atingiria, querido, pois nós não somos inimigos dos homossexuais...
— É aí que está o problema, Nete. Nós não somos inimigos deles, mas temos uma opinião contrária ao homossexualismo. E pregamos contra o pecado da homossexualidade.
— Exatamente, querido, pois Deus ama o pecador, mas não aceita o seu pecado. O Senhor diz que homem não pode deitar com homem como se fossem casados. Isso é pecado! Mas muitos homossexuais, de forma errada, acham que Deus faz vista grossa para o pecado. Ele é amor e também é santo...
— Isso mesmo, querida. Mas nós vivemos dias difíceis... Há homens que vivem com homens e ainda se dizem pastores! E mulheres que se relacionam com mulheres... Como se isso não bastasse, agora eles querem, com essa lei, nos obrigar a ficar bem quietinhos. Em alguns países, há pregadores sendo presos por isso.
— Deixa eu ver se eu entendi, querido. Quer dizer que o fato de pregamos contra o pecado da homossexualidade, mesmo respeitando as pessoas que estão nessa condição, nos tornará criminosos perante a lei?
— Exatamente. A lei, se for aprovada, abrangerá a opinião, o que é anticonstitucional, pois a nossa Constituição Federal nos dá total liberdade para criticar comportamentos. E isso jamais pode ser equiparado a racismo. Mas, segundo o PL 122, o simples fato de alguém falar, por exemplo, “A homossexualidade é um pecado, de acordo com a Palavra de Deus” já será considerado um crime passível de prisão.
— Prisão? Que é isso, Tite? Vamos orar, querido. Isso é o fim dos tempos.
— Sim, meu amor. Vamos orar e também protestar contra a aprovação dessa lei absurda. Afinal, nós podemos fazer mais que orar, pois as coisas já estão mais complicadas do que muitos imaginam. Se a nossa filha estudasse agora (ainda bem que ela já está casada), receberia um kit que incentiva a prática homossexual, sabia?
— Meu Deus! Sabe do que eu me lembrei agora?
— Do quê?
— De uma pregação do pastor Oliver Dadeiro. Ele leu em Salmos 11.3 e disse: “Os fundamentos se transtonam, irmãos. O que nós, como justos, podemos fazer? Podemos orar, pois a oração de um justo pode muito em seus efeitos. Mas também podemos agir, protestando contra o pecado, evangelizando, dando o exemplo de uma vida santa”.
— Glória a Deus, querida. O que você acha de orarmos agora mesmo e depois orientarmos todas as pessoas que conhecemos sobre o assunto?
— Ótima ideia, Títere. Não podemos ficar de braços cruzados diante desse grande levante contra a família e a igreja. Vamos orar e fazer o que compete a nós como parte da igreja e da sociedade.
Ciro Sanches Zibordi
terça-feira, 17 de maio de 2011
O PL 122 e o ecumenismo
Devemos deixar de condenar o erro para não sermos considerados intolerantes? O ecumenismo — gr. oikoumenikós, “aberto para o mundo inteiro” — prega a tolerância às diferenças e se opõe ferrenhamente a quem defende o Evangelho como uma única verdade libertadora.
Aparentemente, o movimento ecumênico é muito coerente, haja vista basear-se no pressuposto de que cada pessoa possui a sua verdade, e que esta deve ser respeitada. Parte-se do princípio “democrático” de que cada um tem o direito de acreditar no que quiser sem ser incomodado, desde que também não emita nenhuma opinião sobre as verdades alheias.
Segundo o ecumenismo, as pessoas têm os seus pontos de vista, e o essencial para cada uma é acreditar em Deus e amar o próximo. Se alguém faz isso, já é uma pessoa do bem e não precisa se submeter aos mandamentos e princípios contidos na Bíblia. Em alguns países, já não se pode mais dizer que o Senhor Jesus é a única porta para a salvação, conquanto Ele mesmo tenha dito: “Eu sou a porta” (Jo 10.9).
Nos Estados Unidos já existem até pastores renomados que têm preferido não falar de Jesus com clareza. Falam apenas de Deus (que é um termo genérico para o mundo), ao contrário dos apóstolos, que tinham coragem de dizer claramente que Jesus era o único Mediador, o único Salvador (1 Tm 2.5; At 4.12). No Brasil, há denominações ditas evangélicas que não apresentam nenhuma restrição às pessoas que vivem no pecado, desde que isso aconteça em prol do “amor cristão”. Em outras palavras, quem vive em práticas que as Escrituras condenam não precisa abandonar suas errôneas escolhas, pois “já agrada a Deus”.
Recentemente, em uma passeata pró-homossexualismo, um grupo “evangélico” exibia camisetas com os seguintes dizeres: “O Senhor é o meu Pastor e me aceita como eu sou”. Há “evangélicos” afirmando que não podem dizer “não” aos seus próprios sentimentos. E afirmam: “Os sentimentos fazem parte do que eu sou; tenho de fazer o que me faz sentir melhor”. Isso quer dizer que, se nos sentimos bem, então estamos no caminho certo? Ora, os homens-bomba se sentem “muito bem” quando tiram a própria vida e de pessoas inocentes!
Veja como é importante a apologética cristã! Ela não apenas se opõe às heresias declaradas, mas também às camufladas (cf. 2 Pe 2.1-3), apresentadas como se fossem boas alternativas para a convivência pacífica entre as pessoas. Não aceitemos essa falsa tolerância; esse falso amor! Não podemos deixar de pregar o Evangelho completo às pessoas, ainda que sejamos vistos como antipáticos, preconceituosos e perseguidores.
Causa espanto o fato de o ecumenismo a cada dia estar seduzindo os evangélicos. Aqui no Brasil há celebridades evangélicas participando de shows ecumênicos promovidos pela Igreja Católica Romana! E quem desaprova esse tipo de união é tido como intolerante, sem amor, descortês, sem bom-senso, incoerente, sem ética… É como se o amor substituísse a verdade, e a unidade sobrepujasse a doutrina. Tolerar a heresia é melhor do que parecer desamoroso ao mundo?
Charles Colson, em sua obra E Agora, como Viveremos?, editada pela CPAD, enfatiza que, nesse tempo pós-moderno, não existe objetivo nem verdade universal. Há somente a perspectiva do grupo, não importando qual seja: afro-americanos, mulheres, homossexuais, hispânicos, etc. Todos os pontos de vista, todos os estilos de vida, todas as crenças e todos os comportamentos são considerados igualmente válidos. Ninguém pode criticar o comportamento das pessoas. Essa é a base do falacioso e perigoso PL 122.
Muitos apelam para o “amor cristão”. Seria o amor uma boa justificativa para se abrir mão da verdade? Ora, amor não é sinônimo de tolerância. Quem ama o Senhor deve se submeter aos seus mandamentos e princípios, pois amá-lo implica fidelidade à Palavra: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (Jo 14.23). O amor sem a verdade é fraco e sem influência. Já a verdade sem o amor é rígida demais, sem misericórdia.
O amoroso Deus é santo e justo, e aqueles que permanecerem no pecado, por mais convincentes que sejam as suas argumentações, serão condenados (Ap 21.8). Se o amor anulasse a verdade e nos obrigasse a tolerar o erro, em prol da unidade, como deveríamos entender as seguintes palavras de Jesus: “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem e, voltando-se, vos despedacem” (Mt 7.6)?
Em 1 Coríntios 16.22, Paulo declarou: “Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja anátema; maranata”. Ora, se todos devemos nos unir em amor, sem levar em conta a verdade absoluta da Palavra de Deus, por que o apóstolo Paulo foi tão categórico ao dizer que está sob ou é anátema quem não ama Jesus?
Não é fácil comunicar e defender o Evangelho ante uma geração que ouve com os olhos e pensa com o sentimento. Mas o verdadeiro amor não abre mão da verdade. O cristão que se preza segue a verdade em amor e cresce em tudo naquele que é a cabeça, Cristo (Ef 4.14,15). Ele sabe que a unidade em amor, em torno da verdade (Jo 13.35), deve reinar, e não a unidade com aqueles que ensinam falsos evangelhos ou apoiam comportamentos anticristãos.
O amor de Deus não anula a sua santidade. A verdade deve prevalecer, e não a tolerância ou a imparcialidade, características do falacioso, embora simpático, ecumenismo. Por isso, o cristão que se preza sabe o quanto é perigoso o PL 122, visto que se baseia em princípios ecumênicos.
Ciro Sanches Zibordi
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Qual é o fundamento para aprovar o PL 122, num país em que os homossexuais têm liberdade total?
Uma lei contra a homofobia se justificaria, talvez, em Uganda, e não no Brasil, pois lá há muita violência contra os homossexuais. Mas, naquele país, também há muitos crimes decorrentes da homossexualidade, como a efebofilia, o que alimenta a homofobia e poderá fazer com que os homossexuais sejam condenados à morte. No Brasil, uma lei específica para punir a homofobia não tem o menor cabimento.
Para os cristãos que seguem de fato a Bíblia, a homossexualidade, em qualquer país, sempre foi e sempre será uma prática pecaminosa. Não porque eles sejam homófobos (ou homofóbicos), mas porque Deus, na sua Palavra — tanto no Antigo Testamento (Gn 19.4,5; Lv 18.22; 20.13; Dt 23.17; 1 Rs 14.24; 15.12; Is 3.9), como nas páginas neotestamentárias (Rm 1.27; 1 Co 6.9,10; 1 Tm 1.8-10; 2 Pe 2.6; Jd v.7) —, condena explicitamente a relação entre pessoas do mesmo sexo.
Por outro lado, temos aprendido a ser moderados e a responder com mansidão e temor a todos que pedirem a razão da esperança que há em nós (1 Pe 3.15). Não queremos medir forças com o movimento LGBTTTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros e Simpatizantes). Nosso Reino não é deste mundo, haja vista obedecermos ao Senhor Jesus (Jo 18.36). À semelhança do nosso Mestre, vemos os pecadores como ovelhas sem pastor (Mt 9.36).
Conquanto respeitemos as pessoas e suas opiniões, não somos obrigados a aceitar como não-pecaminoso aquilo que o nosso Senhor considera abominável em sua Palavra. E, por isso mesmo, os políticos que conhecem os princípios bíblicos travam agora uma batalha no Senado para impedir a aprovação do Projeto de Lei da Câmara, número 122, de 2006 — conhecido como PLC 122/2006 ou simplesmente PL 122. Se o tal se transformar em lei, qualquer opinião sobre a homossexualidade, mesmo que respeitosa, caracterizará crime de homofobia.
Para o movimento LGBTTTS, essa nova lei se justifica em razão de haver muita violência, agressões verbais e humilhações praticadas por heterossexuais contra os homossexuais (homofobia). E essa opinião — que vê o Brasil como se fosse a Uganda, país onde ocorrem de fato muitos atos homofóbicos — tem levado os homossexuais a, erroneamente, considerarem homófoba (ou homofóbica) qualquer pessoa contrária ao homossexualismo.
A pregação contra o homossexualismo é considerada uma ofensa ao movimento LGBTTTS. Mas este precisa saber que a manifestação acintosa e debochada desse movimento em público e em programas de TV agride os valores morais do cristianismo biblicocêntrico, sendo um péssimo exemplo para as crianças e adolescentes, que estão em formação. Mas muitos gays, não satisfeitos em poder ser o que são, livremente, querem “esfregar na cara de todo mundo” a sua condição, com muito orgulho. E, segundo alguns deles, quem não é gay está por fora, como declarou recentemente o astro Rick Martin à revista Veja.
Nunca foi tão difícil educar os filhos de acordo com os valores cristãos. Os pais precisam estar muito atentos, pois o bombardeio na mídia contra a família é muito grande. Já há livros, nas bibliotecas das escolas públicas e particulares, nos quais há incentivo aberto, mediante ilustração, à homossexualidade. E o governo ainda quer distribuir um kit que não apenas combate a homofobia, mas induz à prática homossexual?! As crianças não podem ser manipuladas dessa forma.
Pouca gente fala da efebofilia (abuso sexual perpetrado contra adolescentes). O termo, não muito usual — gr. éphébos, “adolescente”; e gr. phílos, “amigo” —, designa a compulsão por relações sexuais com adolescentes. E esse tipo de abuso tem sido cometido principalmente por homossexuais que gostam de “carne nova”. Na Uganda, por exemplo, já há até um projeto de lei específico para coibir esse tipo de crime. O problema é que lá até mesmo a homossexualidade poderá ser punida com pena de morte, o que é um exagero. É como se fosse um PL 122 às avessas.
Mas, das três mil ocorrências de abuso de padres contra menores, 90% delas foram praticadas contra adolescentes, e 10% contra crianças. Esses dados são do Vaticano, que tem atribuído o gravíssimo desvio dos sacerdotes à prática homossexual, e não ao celibato. Isso porque a efebofilia pode envolver, de certa forma, atração recíproca, sentimentos, diferentemente da pedofilia, em que a criança, completamente inocente, é iludida, enganada ou forçada.
É evidente que há pessoas não homossexuais que abusam de menores. Nesses últimos dias, inclusive, tem aumentado até os casos de pastores — falsos obreiros, é claro — que abusam de filhas adolescentes dos membros das suas igrejas. Mas não há como negar que boa parte desses atos efebófilos está atrelado à homossexualidade.
Voltando ao PL 122, concordo plenamente que haja punição exemplar para heterossexuais que pratiquem homofobia, visto que esta envolve ódio, violência, discriminação. Mas pergunto: Será que, ao privilegiar o movimento LGBTTTS, considerando a prática da homossexualidade tão normal quanto a heterossexualidade, a ponto de criminalizar a livre manifestação da opinião, não haverá incentivo tácito aos crimes (e pecados) cometidos por homossexuais, como a efebofilia?
Finalmente, a pretensa fundamentação para o reconhecimento de tal lei estaria no artigo 5º da Constituição Federal: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiras e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade”. Mas, se há liberdade para as pessoas LGBTTTS se expressarem, também deve haver essa liberdade para os evangélicos.
Por que uns não podem se expressar amplamente, emitindo a sua opinião sobre qualquer tipo de assunto, enquanto outros podem? Por que não estão previstos no PL 122 os crimes da heterofobia e da evangelicofobia? A melhor coisa a fazer, num país pacífico como o nosso (em comparação a outros, como a Uganda, por exemplo), é arquivar esse projeto de lei e punir exemplarmente os casos de homofobia comprovados, que são poucos, no Brasil.
Respeitosamente,
Ciro Sanches Zibordi
sábado, 14 de maio de 2011
Estado de Israel completa 63 anos
Logo após o anúncio do estabelecimento do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948, os exércitos de Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram aquele país, dando início à Guerra da Independência.
Recém-formadas e pobremente equipadas, as Forças de Defesa de Israel (FDI) conquistaram uma expressiva vitória, após quinze meses de combate. Ao vencer sua primeira guerra, Israel concentrou os seus esforços na construção do seu Estado. Foram, então, eleitos David Ben Gurion (primeiro-ministro) e Jaim Neizmann (presidente).
Desde o ano 70 d.C. os israelenses estavam sem território próprio e sofriam terríveis perseguições. Na Idade Média, foram queimados aos milhares em praça pública pela Igreja Romana, sob o domínio do inquisitor Torquemada. Durante a II Guerra Mundial (1939-1945), mais de seis milhões deles foram brutalmente assassinados, no Holocausto.
Infelizmente, há desalmados (inclusive no meio evangélico) tentando minimizar o Holocausto, o que é um absurdo. Há muitas imagens sobre aquela tragédia sem precedentes. Vi, na quinta-feira, num documentário da National Geographic, uma filmagem que não sai da minha mente. Homens, mulheres, jovens, adolescentes, crianças e até criancinhas de colo, todos despidos, entrando em um enorme buraco para seres fuzilados.
Graças a Deus, a partir de 1948 (apenas três anos após o término da II Guerra), Israel passou a colecionar muitas vitórias. E hoje é uma grande potência mundial. Sua tecnologia e seu modelo de administração são exportados para todo o mundo.
A existência de Israel é um fenômeno singular, racionalmente incompreensível, uma prova da existência de Deus. Séculos vêm e vão, povos florescem, alcançam seu apogeu, envelhecem e desaparecem. Mas Israel, ao longo de quase seis mil anos, não foi atingido pela lei da mortalidade dos povos.
É verdade que Israel não foi fiel ao Senhor, trazendo sobre si duras consequências (Rm 11). Entretanto, a Palavra de Deus diz que “o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado” (Rm 11.25). A julgar pelo florescimento dessa nação, nesses 63 anos, o tempo da plenitude gentílica está chegando.
E tudo isso evoca a última oração da Bíblia: “Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).
Ciro Sanches Zibordi
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Carta aos meus leitores
Alguns leitores têm me enviado perguntas a respeito do meu novo livro. “Quando a obra vai ficar pronta?”, “Do que ela tratará?”, “Qual é o seu título?” e “Por qual editora ela será publicada?” são as principais perguntas que recebo diariamente por e-mail e nas redes sociais Twitter, Facebook e Orkut.
Quando o livro ficará pronto? Na verdade, ele já estava pronto, mas alguns acontecimentos no mundo me motivaram a fazer novas pesquisas e a ampliar alguns capítulos. Agora já estou na fase de revisão (capítulo por capítulo), que deverá levar uns quinze dias, acredito, visto que tenho outras atividades profissionais e ministeriais, as quais abarcam viagens, reuniões, cursos, etc., além dos compromissos familiares.
De que assunto a obra tratará? O livro segue a mesma linha de Erros que os Pregadores Devem Evitar e tratará da escatologia bíblica, em contraste com a escatologia especulativa, baseada em teorias da conspiração, documentários falaciosos e informações fantasiosas. Como já informei, os personagens Títere e Marionete continuarão abrindo cada capítulo, tornando a leitura mais leve e agradável.
O título da obra já foi definido? Já informei os meus leitores, em outra ocasião, que o título provisório do livro é Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar. Eu digo provisório porque a editora poderá sugerir mudanças.
Qual editora publicará a obra? A tendência, pelas características do livro, é que seja publicado pela CPAD. Já enviei, inclusive, um projeto ao seu diretor-executivo, que se mostrou interessado e bastante atencioso. Mas existem também outras possibilidades. Estou orando e pedindo ao Senhor que dirija todas as coisas. Assim que houver uma definição sobre o assunto, emitirei novo comunicado.
Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi
domingo, 8 de maio de 2011
Neste dia das mães homenageio a editora de blog Carolina Coelho Varella
Ela é a editora do blog VidAnormal.blogspot.com, que criou a fim de extravasar seus medos, inseguranças e fraquezas; e para auxiliar, de alguma forma, pessoas que vivem dramas semelhantes ao seu. Não a conheço pessoalmente. Mas admiro muito a sua conduta como mãe.
No ano passado, sua filha, Ana Luíza, que há muito tempo não tinha sequer um resfriado, foi diagnosticada com um grave tipo de câncer infantil, em uma péssima localização (base do crânio) e com metástases espalhadas por todo o corpo (pulmões, vertébras, medula óssea e fíbula).
A provação de Carolina Coelho Varella e sua decisão de partilhá-la para ajudar as pessoas são exemplares. E tem havido uma grande mobilização a partir de sua atitude. Este blog também lançou a campanha #AjudeAnaLuiza.
Segundo as últimas informações, divulgadas por Carolina, a doce Ana Luíza está bem melhor, graças a Deus.
Força, Carolina! Força, Ana Luíza!
Ciro Sanches Zibordi
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